Saúde

Paciente precisou operar joelho após sofrer acidente de moto. Cirurgia foi feita neste segunda-feira (14) e durou quase quatro horas.

 

Um motociclista de 55 anos foi o primeiro a receber um transplante de osso e cartilagem no joelho, em um procedimento feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia. A cirurgia aconteceu nesta segunda-feira (14), no Hospital Ortopédico do Estado (HOE), em Salvador, e durou quase quatro horas.

 

O paciente Pedro Rios é de Itaberaba, cidade localizada na Região da Chapada Diamantina. Ele sofreu um acidente de moto grave a caminho do trabalho e teve aproximadamente 1/4 da articulação do joelho comprometida, sendo necessário um enxerto.

 

Segundo o médico ortopedista Matheus Azi, responsável pelo procedimento, essa é uma cirurgia complexa devido à necessidade do transplante não só do osso, como também da cartilagem.

 

"Sem dúvida, a maior complexidade do procedimento é conseguir um doador anatomicamente compatível, que tenha as mesmas dimensões do joelho do paciente transplantado", explicou o ortopedista.

 

O tecido que foi implantado veio do Banco de Tecidos do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. O material saiu da capital fluminense nesta segunda-feira e chegou no Hospital Ortopédico da Bahia às 12h30.

 

Por conta do sigilo médico, não há informações sobre a identidade do doador, nem sobre as circunstâncias da doação do material.

 

Os bancos de tecidos são estruturas especializadas no processamento e armazenamento de tecidos doados, fornecendo tecidos de alta qualidade técnica e seguros para transplante/ enxerto. Há bancos de tecidos oculares, musculoesqueléticos, cardiovasculares e de peles.

 

A cirurgia começou às 14h e chegou ao fim às 17h40. Logo após a operação, o paciente seguiu direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, em até três dias, deve ser transferido para um leito comum. Ele vai começar a reabilitação ainda no hospital, com previsão de alta médica em 10 ou 15 dias.

 

Ainda segundo o médico Matheus Azi, a expectativa é de que o homem volte a andar normalmente após a cirurgia. Ele terá acesso à fisioterapia, que também é oferecida na unidade.

 

"Há uma fila grande de pacientes aguardando o transplante. A gente tem mais oito casos, só ósseos, já mapeados e aguardando, que a gente deve começar [a operar] a partir do próximo mês", destacou o ortopedista. Para ele, a cirurgia realizada nesta segunda representou um marco "extremamente importante" no tratamento da população.

 

Fachada do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia — Foto: Feijão Almeida/GovBA

 

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por Redação g1 ba

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